Procuradoria move ação contra a Uniban e pede que MEC apure expulsão de Geisy
O Ministério Público Federal em São Paulo entrou hoje com uma ação civil pública contra a Uniban para que a universidade respeite o processo legal em casos de expulsão de aluno. Motivada pela polêmica causado pela aluna Geisy Arruda, em outubro do ano passado, o ação pede ainda que o MEC (Ministério da Educação) volte a apurar a expulsão –posteriormente revogada– da jovem.
A ação, de autoria do Procurador Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias, aponta que a Uniban “atuou de forma manifestamente ilegal e inconstitucional, contrariando toda a ordem jurídica vigente. Há, assim, lesão a toda comunidade acadêmica ao suprimir direitos inerentes à pessoa humana, ferindo inclusive sua dignidade”.
![]() |
| Geisy Arruda, 20, posa com vestido que provocou polêmica que a expulsou da Uniban |
A ação ainda destaca que a expulsão deveria ser investigada pelo MEC e a universidade punida mesmo que a reitoria tenha voltado atrás na decisão. “Ainda há a possibilidade de que a universidade expulse alunos a esmo, sem observar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa”, ressalta Dias.
O Ministério destacou que logo após o episódio instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da sindicância que resultou na expulsão e tentou contatar o reitor da Uniban para requisitar cópia da suposta sindicância, mas a universidade não respondeu.
O órgão destacou ainda que uma diligência chegou a visitar a universidade, mas um representante entregou apenas uma cópia do regimento interno da instituição e disse que os autos da suposta sindicância estavam com o escritório de advocacia contratado para defender a faculdade.
A reportagem entrou em contato com a as assessorias da Uniban e do MEC no início da tarde desta quinta-feira, mas nenhuma das duas havia respondido até as 14h20. Assim que responderem seus posicionamentos serão acrescidos ao texto.
Lembre o caso
No dia 22 de outubro do ano passado, Geisy precisou ser escoltada por policiais para sair da Uniban, em São Bernardo do Campo (SP), após ser hostilizada por usar um vestido curto. A universidade expulsou a jovem, mas ela foi readmitida após a repercussão do caso. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as ofensas contra Geisy, que pediu indenização de R$ 1 milhão à Uniban.
Via Folha Online
>>> Acompanhe o VU via RSSLeia também...
- Procuradoria investiga expulsão e readmissão de aluna hostilizada na Uniban
- Defesa de Geisy pede R$ 1 mi de indenização à Uniban
- Estudantes e militantes da UNE discutem contra expulsão de Geisy
- UNE organiza protesto contra expulsão de aluna hostilizada na Uniban
- Após revogar expulsão, Uniban promove palestra sobre formação
- Jornais estrangeiros dão destaque à expulsão de aluna pela Uniban
- Geisy pode ser massacrada se voltar à Uniban, diz advogado
- Ministra condena medida e diz que expulsão de aluna da Uniban é intolerância
- Caso Uniban: Advogado estuda entrar na Justiça contra expulsão
- Biografia de Geisy Arruda promete revelar “má fama” dela na Uniban
- Curso de Turismo da Uniban tem nota insatisfatória, aponta MEC
- Geisy, da Uniban, ainda aproveita a fama usando serviços patrocinados
- UNE repudia expulsão de estudante da Uniban
- Uniban revoga decisão de conselho que expulsou aluna hostilizada por vestido curto
- MEC pune Uniban após acusá-la de alterar dados
- Sabrina Sato rouba a cena em protesto na Uniban
- Após carnaval, Geisy volta à Uniban para fazer provas de fim de ano
- Estudantes perdem ação contra divulgação de resultados de avaliações do MEC
- Juiz abona faltas de Geisy e determina remarcação de provas
- MEC determina suspensão de cursos de graduação e pós integrados na Uniban














Comentários recentes