A evolução da Web 2.0 decreta fim de algumas profissões
Enquanto morrem funções, outras nascem, numa clara demonstração do estímulo de novas tarefas
Ao longo dos últimos dez anos, várias profissões surgiram para atender às demandas geradas pela internet. A de webdesign é uma delas. Mas, com a evolução tecnológica, a procura por esses profissionais pode até diminuir. A explicação é a seguinte: hoje, na Web 2.0, há centenas de ferramentas amigáveis para construir sites e páginas. Vive-se, então, um paradoxo: cada vez se precisa menos de um webdesigner para se estar presente na internet.
“As novas funções estão exigindo muito mais cérebro e criatividade das pessoas”, explica Edson Carli, consultor em gestão de talentos e blogueiro do IT Web. Segundo ele, não é que o webdesigner vá desaparecer. Ele deverá ser útil em projetos mais elaborados, nos quais usará mais a cabeça do que os braços.
As profissões realmente estão mudando. Carli aponta para uma nova era em que “se pode construir a carreira que se quiser”. Segundo ele, vive-se uma saudável volta aos projetos de garagem. Alguém trabalhando em casa pode ganhar um bom dinheiro desenvolvendo aplicativos para celulares ou ringtones, por exemplo.
Muitos falam que a própria profissão de jornalista está ameaçada. Trata-se de uma inverdade. Sim, o chamado “colhedor” de notícias está com os dias contados. Qualquer pessoa hoje pode fazer isso. A pessoa que quiser continuar na profissão tem de fazer algo mais. “Além de só dar a notícia, o verdadeiro jornalista terá de comentar e analisar”, coloca Carli.
As novas funções e profissões que estão surgindo têm algo em comum: exigem mais tutano e menos suor. Você já ouviu falar de um tal de “analista de buzz”? Pois bem, Alessandro Barbosa Lima, CEO da E.Life, empresa que atua na área de gestão do relacionamento em redes sociais, explica: “Trata-se de uma pessoa que coleta as informações do boca a boca das redes sociais consolidando as informações e processando-as de acordo com a visão da empresa-cliente”. Na própria E.Life, já existe o analista de relacionamento. É quem faz a gestão de relacionamento em nome de uma determinada companhia dentro de uma mídia social.
De qualquer forma, o mercado de trabalho está ficando mais complexo, tanto para quem entra como para os próprios especialistas. Em estudo divulgado no começo do mês de abril, a pesquisadora Jean M. Twenge, da San Diego State University, demonstra a atual dificuldade para manter no emprego pessoas da chamada geração Y. A pesquisa, feita com 16.507 pessoas de várias faixas etárias (baby boomers, geração X e geração Y), mostra que muita coisa mudou.
A começar pelos valores. A importância do lazer cresceu de uma geração para outra, enquanto caiu a importância do trabalho centralizado. Valores extrínsecos, como status e dinheiro, subiram de prioridade na geração X, mas são ainda maiores entre os jovens de hoje.
Por incrível que pareça, ao contrário do que sugerem as comunidades digitais, os valores sociais (como a capacidade de fazer amigos) e valores intrínsecos (como um emprego interessante orientado para resultados) tiveram uma colocação menor entre os entrevistados da geração Y.
Via ItWeb
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