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terça-feira, 16/junho, 2009

11ª Festa da Imigração Japonesa acontece neste final de semana em Limeira

A Prefeitura de Limeira, através da Secretaria de Turismo e Eventos, e a Nibrali (Associação Nipo-Brasileira de Limeira) realizam neste final de semana, dias 20 e 21 de junho, a 11ª Festa da Imigração Japonesa. A festa ocorrerá no Centro Municipal de Eventos, no sábado das 18h às 23h e no domingo das 10h às 18h, com entrada gratuita.

Já tradicional em Limeira, o evento contará com muitas atrações, com destaque para a culinária oriental: sushi, sashimi, yakissoba, yakitori, yakiniku, tempurá, rolinho primavera, pastel, saquê, doces japoneses e outras delícias, como a pizza em cone.

Para o secretário de Turismo e Eventos, Domingos Furgione Filho, a Festa da Imigração Japonesa em Limeira se tornou um evento regional: “Recebemos visitantes de várias cidades da região como Americana, Rio Claro e Araras, o que comprova que eventos temáticos como esse fortalecem o turismo de lazer, sem contar o benefício social com a arrecadação de alimentos em prol dos menos favorecidos”, cita, numa referência ao estacionamento do evento, que está vinculado à doação de 1 kg de alimento não-perecível (exceto sal e fubá) ou 1 produto de limpeza em prol do Banco Municipal de Alimentos.

De acordo com a tradição, haverá a cerimônia do Kagami Wari, que é a quebra do barril de saquê, simbolizando a abertura do caminho para um destino afortunado, trazendo desenvolvimento e progresso para aqueles que dela participam. Destaque também para a apresentação do Bon Odori, dança típica acompanhada de Taikô (tambores japoneses).

A festa terá ainda apresentações de ioiô e oficinas de origami (dobradura em papel) e ikebana (arranjos florais). Dentre as exposições, haverá o Espaço Animê, carros e motos de marcas japonesas, orquídeas, artesanato e outros produtos orientais, que também serão comercializados.

Uma exposição com peças especialmente trazidas do Consulado do Japão em São Paulo com maquetes, vestimentas, acessórios, quadros, lanternas, entre outros objetos, também poderá ser conferida no recinto da 11ª Festa da Imigração Japonesa.

Para entender a imigração japonesa no Brasil

A imigração japonesa no Brasil tem como marco inicial a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908.

Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.

Recém-chegados a um país de idioma, costumes, clima e tradição completamente diferentes, os imigrantes pioneiros trouxeram consigo esperança e sonhos de prosperidade.

O período da imigração

Os 781 japoneses recém-chegados foram distribuídos em seis fazendas paulistas. Enfrentaram, porém, um duro período de adaptação. O grupo contratado pela Companhia Agrícola Fazenda Dumont, por exemplo, não permaneceu ali mais que dois meses. As outras fazendas também foram sendo gradativamente abandonadas pelos exóticos trabalhadores de olhos puxados e costumes tão diferentes. Em setembro de 1909, restavam apenas 191 imigrantes nas fazendas que os contratara.

Não obstante, no ano seguinte a segunda leva de imigrantes já estava a caminho. E no dia 28 de junho de 1910, o navio Ryojun Maru aportava em Santos com mais 906 trabalhadores a bordo. Distribuídos por outras fazendas, eles viveriam os mesmos problemas de adaptação dos compatriotas que os antecederam. Aos poucos, porém, os conflitos foram diminuindo e a permanência nos locais de trabalho, mais duradoura.

Conquistando espaço

Os primeiros imigrantes japoneses a se tornarem proprietários de terra foram cinco famílias que adquiriram, em fevereiro de 1911, lotes junto à Estação Cerqueira César, da Estrada de Ferro Sorocabana, dentro do projeto de colonização Monções, criado na época pelo governo federal. Essas famílias foram, também, as primeiras a cultivar o algodão.

Em março de 1912, novas famílias são assentadas em terras doadas pelo governo paulista, na região de Iguape, graças ao contrato de colonização firmado entre uma empresa japonesa e o Poder Público. Iniciado com cerca de 30 famílias – a maioria proveniente de outras fazendas em que os contratos já haviam sido cumpridos – esse foi um dos mais bem sucedidos projetos de colonização dessa fase pioneira.

Nesse mesmo ano, os imigrantes atingiram o Paraná, tendo como precursora uma família procedente da província de Fukushima e que se estabelece na Fazenda Monte Claro, em Ribeirão Claro, cidade situada no norte do Estado. Em agosto de 1913, um grupo de 107 imigrantes chega ao Brasil para trabalhar em uma mina de ouro, em Minas Gerais. Foram os únicos mineiros na história da imigração.

Em 1914, o número de trabalhadores japoneses no Estado de São Paulo já estava em torno de 10 mil pessoas. Com uma situação financeira desfavorável, o governo estadual decidiu proibir novas contratações de imigrantes e, em março, avisou à Companhia da Imigração que não mais subsidiaria o pagamento de passagens do Japão para o Brasil.

No entanto, a abertura de novas comunidades rurais que utilizavam a mão-de-obra existente continuou. Por essa época, ocorreu também um dos episódios mais tristes da história da imigração, quando dezenas de pessoas que haviam se instalado na Colônia Hirano, em Cafelândia, morreram vítimas da malária, doença então desconhecida para os japoneses.

Via Prefeitura de Limeira

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5 Comentários em “11ª Festa da Imigração Japonesa acontece neste final de semana em Limeira”

Thamyrez 16/06/2009(11:21:04) :

Que legal…. claro eu vou…..

Thiago Nagama 16/06/2009(17:53:19) :

AE por favor qual o endereço do evento??

jessica 16/06/2009(20:47:12) :

achei mt legal pois amo td japones

jessica 16/06/2009(20:48:23) :

eu to la os dois dias….mt legal mesmo…

Campinas 16/06/2009(17:08:15) :

Eu fui e adorei, até porque, faço parte do grupo de taiko que apresentou no sábado. A organização está de parabens !





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